A Floresta Amazônica tem frutas de muitas variedades.
Entre elas está o tucumã, que tem diferentes formatos, cores e gostos.
Apesar de saboroso, é difícil de descascar e apenas 20% é comestível.
É do tamanho de um limão.
E é gostosinho...
(Foto: Reprodução)
"Com apenas três frutos, as necessidades em termos de vitamina A serão plenamente contempladas, considerando a recomendação para um homem adulto, por exemplo", diz a nutricionista Lúcia Yuyama, coordenadora de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
A palmeira que guarda o tucumã é cheia de espinhos.
O caroço, que todo mundo joga fora, agora se descobriu, pode virar combustível.
É o biodiesel de tucumã.
Quem diria que com a energia de uma fruta é possível acender uma lâmpada, ligar a televisão e, o que antes era apenas o resto da fruta, pode transformar a vida do homem da floresta. O biodiesel de tucumã é testado em uma miniusina.
A polpa já é uma delícia e ainda pode ser transformada em azeite.
Com a polpa, é possível fazer óleo para salada.
E, com o caroço, acender a luz da cozinha.
A casca pode virar ração.
Do caroço, se tira a amêndoa, a parte branca, para fazer o biodiesel.
Também serve para fazer sabonetes esfoliantes.
E o que sobra ainda poderia alimentar muito fogão à lenha.
Veja no vídeo abaixo, a reportagem completa de DANIELA ASSAYAG sobre o tucumã, um dos sabores da amazônia, exibida na sexta-feira 12 de junho de 2009 no programa Globo Repórter, da Rede Globo:
Fruto previne o câncer, diabetes e doenças cardíacas.
(Foto: Reprodução)
Nesta época do ano, chove muito na região amazônica. O que se produz lá, ou você conhece, ou já ouviu falar: açaí. Tem açaí o tempo todo. Já são 22 mil famílias trabalhando com o açaí na região. As cooperativas se organizaram para beneficiar os frutos e conseguir preços melhores. Ao contrário do que se pensava, açaí não combate a anemia, mas tem muitas outras propriedades. E para quem só pensa nas calorias de um bom pote de açaí... "Um copo contendo aproximadamente 100ml equivale a 67 calorias. Ou seja, é um fruto que contribui com o valor energético, sem dúvida. Mas, por outro lado, a quantidade de fibra, em torno de 6,7%, também é extremamente importante", ressalta a nutricionista Lúcia Yuyama, coordenadora de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
E tem mais: é antioxidante. "Segundo nossas pesquisas, tomar aproximadamente 100ml de açaí por dia é equivalente à proteção de um copo de vinho, por exemplo. O perfil de gorduras do açaí é muito parecido com o do óleo de oliva, que é reconhecido por ter um perfil propício para a saúde. O açaí ajuda a prevenir, por exemplo, doenças que estariam relacionadas ao coração. Se você tiver uma dieta balanceada, com número máximo de calorias, poderia utilizar o açaí, limitando uma quantidade diária", diz o professor Jesus N.S. de Souza, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da UFPA.
Para saber o que de fato nosso organismo aproveita dessa fruta, um grupo de pesquisadores testou o que acontece quando comemos açaí. "Cada voluntário consumiu 500ml", conta a engenheira de alimentos da UFPA Camila Bastos.
Durante 24 horas eles fizeram exames de sangue e urina.
E os resultados foram animadores. "A quantidade absorvida é pouca em relação ao que tem no açaí. Mas essa quantidade é suficiente para beneficiar a saúde. Podemos prevenir doenças cardiovasculares, câncer, diabetes", revela Camila Bastos.
Em forma de polpa, o açaí já ganhou meio mundo.
No Rio de Janeiro, o açaí é consumido com banana e granola.
Veja no vídeo abaixo, a reportagem de sobresabores da amazônia, exibida na sexta-feira 12 de junho de 2009 no programaGlobo Repórter, da Rede Globo:
Além disso, eles têm alta quantidade de proteína, vitaminas, sais e fibras, que ajudam bastante a digestão dos alimentos.
Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) descobriram que alguns cogumelos da Amazônia são comestíveis.
(Foto: Reprodução)
A certeza de que não são venenosos vem dos estudos feitos em laboratório.
Os pesquisadores coletam pequenas amostras dos fungos que eles encontram na mata.
Os cogumelos são encontrados bem na beira do barranco. Parece fácil, mas o trabalho de pesquisa está só começando.
"Ainda não conhecemos muito do que temos na Amazônia", ressalta a bióloga do Inpa Noemia Kazue Ishikawa. "É muito difícil assumir que é uma espécie comestível sem fazer teste, porque existem algumas espécies venenosas, e é um tipo de veneno muito difícil de tratar. Esse é comestível. Vale a pena estudar. Eles são responsáveis pela decomposição da matéria orgânica que está no chão", explica o ecólogo do Inpa Ricardo Braga Neto.
Pouca gente sabe da importância dos cogumelos para manter a floresta saudável e com uma variedade tão grande de espécies. O solo da Amazônia é muito pobre. Por isso, precisa de uma espécie de adubo natural. Quem transforma árvores, galhos e folhas que caíram em nutrientes são os fungos. Não dá para vê-los a olho nu. Só podemos afirmar que os fungos estão no solo por causa do fruto deles: o cogumelo.
"Para o cogumelo fazer parte da mesa dos brasileiros é preciso vencer os desafios da produção, ou seja, passar a condição da floresta para o laboratório, para conseguirmos cultivar esses cogumelos como hoje são cultivados o champignon, o shitake e outros", diz Noemia Kazue Ishikawa.
É para as estufas que os pesquisadores levam as amostras de cogumelos que encontram na floresta.
Descobrir a temperatura ideal era o que faltava para o que eles chamam de domesticação do fungo. Só assim foi possível reproduzi-lo em laboratório.
E como eles gostam de calor e de chuva, a floresta é o ambiente ideal para que eles cresçam e apareçam.
Noemia prepara um refogado com um pouco de alho e cebolinha. "Além de gostosos, os cogumelos têm uma alta quantidade de proteína e baixo índice de lipídio. Além disso, têm outras substâncias que baixam a absorção do colesterol pelo organismo. São indicados para quem tem colesterol alto. E também têm vitaminas, sais e fibras, que ajudam bastante a digestão dos alimentos", explica a bióloga. "Eu sempre falo que é um segredo da Amazônia. As pessoas passam e não sabem que está ali", diz Noemia.
Veja no vídeo abaixo, a reportagem de DANIELA ASSAYAG sobre sabores da amazônia, exibida na sexta-feira 12 de junho de 2009 no programa Globo Repórter, da Rede Globo:
professor/pesquisador,radialista/jornalista há mais de 40 anos.
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