Com enredo sobre Moçambique, a
tradicional escola Nenê de Vila Matilde se apresentou no primeiro dia de
desfiles do carnaval paulistano, na noite de 13 de fevereiro de 2015.
No abre-alas grandioso, a águia
símbolo da escola saía de dentro da árvore Baobá, espécie nativa da África e
que, segundo lendas, está ligada a criação de Moçambique, tema da agremiação.
(Reprodução Google images)
O Baobá é a árvore com o tronco
mais grosso do mundo! Seu caule oco chega a medir mais de 20 metros de diâmetro
e pode armazenar até 120 mil litros de água. Seu tamanho é tão impressionante
que alguns baobás são usados como casas, depósitos de grãos ou abrigos de
animais, mas infelizmente a espécie está ameaçada de extinção.
(Reprodução Google images)
Foto Uaba Costa
Esta árvore se divide em oito
diferentes espécies, seis delas nativas de Madagascar, na África, uma
proveniente do Oriente Médio e outra que surgiu na Austrália. Todas as
espécies, no entanto, existem em outros países, incluindo o Brasil.
Recife é uma das cidades
brasileiras que possuem mais exemplares desta árvore. Elas aparecem nas ruas e
quintais e são cultivadas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde
são objeto de estudo.
Os baobás também são considerados
por alguns biólogos como as árvores mais antigas da Terra. Estima-se que elas
possam atingir até dois mil anos de existência, calculados pelo seu diâmetro.
Seu nome científico é Adansônia Digitata, mas elas são conhecidas também como
embondeiros, imbondeiros ou calabaceiras.
(Reprodução: Portal Florestal)
A árvore é realmente poderosa:
abriga centenas de animais, aves e insetos em seus imensos troncos. Suas flores
chegam a medir 20 cm e florescem uma única noite, mas possuem néctar e frutos
que servem de alimentação para as tribos e animais nas épocas de escassez, além
de haver indícios de seu uso para a cura da malária.
Da seiva desta árvore retira-se um
óleo especial; de seu tronco, os nativos de Madagascar constroem as pirogas
(espécie de canoa comprida); e sua cortiça possui composto medicinal para
combater a epilepsia. Não à toa, na África, os baobás representam a vida: são
símbolos de fertilidade, fartura e cura.

















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