segunda-feira, 9 de abril de 2012

Maré alta causa interdição do Trapiche Eliezer Levy e transferência de famílias da orla de Macapá

A maré lançante na tarde desta segunda-feira, 9, fez o rio Amazonas transbordar e inundar a orla de Macapá.
Um dos principais pontos turísticos do Estado, o Trapiche Eliezer Levy, não foi poupado e a força da água estremeceu as estruturas causando danos e a paralisação de visitas até que os reparos sejam feitos.
A Defesa Civil e o  Corpo de Bombeiros estiveram nos locais mais críticos e tomaram as providências cabíveis.
No bairro Aturiá está sendo feita a remoção de famílias moradoras da beira do rio.
A maré abalou o Trapiche, que teve o vidro da guarita do segurança quebrado e tábuas da ponte foram despregadas. Os funcionários do local comentaram nunca ter acontecido algo semelhante com o vento e a maré balançando a estrutura.
A Defesa Civil do Estado, confirmou, a transferência de doze famílias do Aturiá para lugares seguros. Elas irão provisoriamente para escolas públicas e para o Centro Arco-Íris". A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estão permanentemente nos locais de maior perigo para dar suporte às pessoas.
Na área de maior risco do Aturiá, as famílias que ainda insistem em permanecer tiveram as casas invadidas por lixo trazido pela água.
Desde o ano passado, o Governo do Estado do Amapá vem realizando trabalho de sensibilização para que as famílias deixem o local perigoso. Do total de 537 famílias cadastradas, 512 irão mudar para o Conjunto Aturiá, que está em obras e tem previsão de ser entregue até julho de 2013. Enquanto isso, o GEA paga Aluguel Social para quem morava em locais de perigo. O governo do Estado está em processo de pagamento de indenizações para 25 famílias que não terão direito à moradia no Conjunto Aturiá.
Em janeiro deste ano, uma grande mobilização foi feita para que as famílias saíssem da área que corre risco de erosão, ao todo eram 21. Desse total, 15 foram convencidas a sair, porém, após a estiagem, somente sete saíram, as demais assinaram um termo se responsabilizando pela permanência no local. Ainda nesta segunda-feira, alguns moradores tentavam construir uma cerca para conter a água. O morador Sido Silva disse que a única solução é o muro de arrimo. O secretário Joel Banha explicou que a licitação realizada para a obra vai ser refeita, porque apenas uma empresa participou da primeira.
Em janeiro deste ano, uma grande mobilização foi feita para que as famílias saíssem da área que corre risco de erosão, ao todo eram 21. Desse total, 15 foram convencidas a sair, porém, após a estiagem, somente sete saíram, as demais assinaram um termo se responsabilizando pela permanência no local. Ainda nesta segunda-feira, alguns moradores tentavam construir uma cerca para conter a água. O morador Sido Silva disse que a única solução é o muro de arrimo. O secretário Joel Banha explicou que a licitação realizada para a obra vai ser refeita, porque apenas uma empresa participou da primeira.
O tenente-coronel Janary, da Defesa Civil,  explicou que a lua tem influência no fenômeno. "A lua cheia foi na sexta-feira, mas três dias antes e depois ela influencia", disse. Ele alerta para esta madrugada, porque a previsão é de chuva e maré alta. "Se coincidir a chuva com a lançante, o risco de inundação é enorme, mas estamos a postos durante toda a noite, para caso de necessidade", falou o tenente-coronel.
Crédito fotos: Márcia do Carmo


Atualização das 22h42m

Repórter Edi Prado (direto de Macapá - via e-mail):

Não havia chuva. O vento forte parecia anunciar um arrasador toró. Telefones de amigos anunciavam a fúria do Rio Amazonas. Fui lá no Perpétuo Socorro fazer as fotos e depois no trapiche municipal. Os moradores do Perpétuo Socorro faziam preces à Santa, temendo a invasão. As ruas foram inundadas. Os motoristas que se arriscaram em carros pequenos ficaram lá dando banho no transporte. Os maiores provocaram marolas no asfalto. Não houve chuveria alguma. Nem agora 22:38h do dia 09.04.12 caiu um pingo sequer.
Era a lançante da lua cheia. O muro de contenção de frente da cidade sumiu. As águas passavam direto. São as águas de março chegando com atraso em abril e causando medo. Nada de pavor. O São José, com o nariz quebrado, ficou com água pelo peito. Já houve registro de enchente parecida. Mas não tenho esses dados agora.

Seguem mais fotos:
Fotos: Crédito Édi Prado

2 comentários:

  1. poxa edi, que pena ver isso, mas bom ver teu trabalho sempre informando com qualidade e precisão. parabens izabel miranda

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  2. A culpa é do Lázaro, sempre cuíra por notícia e ele não consegue deslinkar de Macapá. Este é o nosso Janjão. A notícia corre nas ondas da corrente sanguínea dele.
    Grande abraço Izabel. que bom te encontrar. Viu? Tudo culpa do Janjão. Grande camarada.

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